segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Em vão, como sempre.


"Diga adeus se tiver coragem"
O dia de hoje me fez um desafio.
Corra, quebre, bata, grite, fale, sinta.. se tiver coragem.
Mas eu não tive.
Não tive forças,
Não tive coragem.
Com a vida de cabeça para baixo,
Toda escolha errada parece certa,
Toda boa intenção vira crime.
E eu fiquei esperando, esperando, esperando...
Mesmo sabendo que não deveria esperar nada.
E quando resolvi entrar, já não tinha mais ninguém lá...
Nem mesmo o eco respondeu o meu chamado.
Nem mesmo o vento tocou meu corpo.
Um vazio,
bem preenchido.
Preenchi todos os cantos com vozes, arrependimentos, dores, confissões, medos e minhas inúmeras fraquezas.
Em vão,
Como sempre.

domingo, 2 de outubro de 2016

Gigante mutante

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Expectativa é crime contra si mesmo
O tempo tudo reserva sem nada guardar.
É beira de precipício,
É cai não cai.
É segredo estampado
Nos olhos, toques e palavras.

O amor é guerra, ora ataca ora sofre.
A paixão é notícia escândalo de falso embasamento.
É desabamento,  blefe e desabafo, é desatar.
É doença cujo remédio é veneno.

É por em prova teus nervos.
É dar um passo adiante sem retirar o pé traseiro de apoio.
Amor é medo, paixão é desejo.
Medo é dor, desejo é boia furada em alto mar.
Amar é o estranho sentimento inexplicável que,
Cada dia se transforma,
é mutante, é gigante.



Que medo te protege?



O caminhar é tão instável, inseguro.
Cada passo é incerto.
Me acostumei com essa distância, fui só.
Mas as marcas não somem, são bases, estruturas.

O muro me desafia, me provoca, me cobra.
Correntes de medo e angústia me enlaçam e me prendem.
Ora, como se eu não pudesse soltá-las com um simples sopro!
Quem é que segura quem?
Quiça eu mesma a esteja segurando,
Com as unhas fincadas,
Como se o cárcere trouxesse mísera proteção.

Como se o medo fosse escudo de ferro.
Mas o medo é um leito de pregos coberto de pétalas.
É um polvo ao mar,
Camuflado, em falsa calmaria, que antecede o ataque.

Que medo te protege?
Que mentira te livra de você mesmo?






sábado, 16 de abril de 2016

Que é você?



Só desta vez eu preciso esquecer essas poesias,
preciso desta página hoje, como um diário.
Um diário secreto publicado.

Tenho quase 22 anos, e a 9 anos eu venho me ferindo.
De diversas formas, por vários motivos.
Tenho alguns problemas, é hora de admitir.
Minha mente é confusa, é bagunçada, perturbadora.
Eu sou triste, muito triste e, feliz, muito feliz.
Nervosa, inquieta, falante, ansiosa,
E
Amorosa, amiga, fiel, companheira.
Entende o problema?

Eu amo filmes de Dramas, amo filmes de pessoas com transtornos..
Mas é porque eu me assisto lá.
Cenas em que a pessoa tenta pular de um prédio, mas algo a salva..
E eu lembro de quantas vezes "algo me salvou"
Quantas vezes só o medo me salvou.
1% a mais de coragem e eu já não estaria aqui a muitos anos.
E por qual motivo?

A falta de motivo pode ser considerada um motivo?
As vezes eu perco o motivo da vida.
Saio do trilho, eu acho.
Ou, posso dizer que as vezes estou ocupada demais para pensar nos motivos da vida,
Mas que na verdade eles nunca existiram.

Escrever as vezes ajuda, as vezes complica.

Queria mesmo é dizer que hoje eu estou bem,
Anestesiada.
Tentando não pensar nos motivos, não pensar em nada..
Mas, eu sou uma bomba relógio,
Eu quase posso ouvir o "tic tac" interno.

Fearless é uma ova.. eu sou medrosa.
E é por medo que eu estou aqui hoje.
Medo de mim mesma.

terça-feira, 22 de março de 2016

Página em branco


As vezes a vida fica tão confusa,
eu mesma não sei descrever o que está acontecendo.
Me perco em ideias, palavras e sentimentos,
E acabo deixando algumas páginas em branco por aqui.

Mas posso garantir que as coisas não estão calmas...
Apenas não sei descrever.
Ainda não consegui me posicionar.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Um nó

Um nó no meu coração
Uma noite conturbada,
Com a mente confusa e o coração apertado.
O que fazer?

Parei,
saí de perto e busquei observar a minha vida.
Meu cenário, minha atuação e meu texto...
E tem algo errado.

Alguma coisa aqui não vai bem..
Meu eu interior:
Uma criança acuada.
Um nó no peito.

As borboletas morreram,
Sei que isso nem faz sentido.
Mas algo não vai bem, estou avisando.

Aquelas idéias ruins voltaram a me perturbar...
As mesmas!

Um poço, um precipício, uma corda.
Um dia cinza.
As escolhas.

Ir ou não ir.
Segurar? Soltar?

Eu tenho medo da minha própria mente.
Suas surpresas...
São desafiadoras, curiosas e arriscadas.

Espero que isso passe logo.